quarta-feira, 10 de agosto de 2011

JABORANDI DO CEARÁ OU ARRUDA DO MATO

Planta da família das rutáceas, também conhecida como arruda-fedida, arruda-doméstica, ruta-de-cheiro-forte, etc. É originária da América do Sul, especialmente do Paraguai, e norte e nordeste do Brasil, ocorrendo principalmente no estados de Ceará e Pernambuco, de acordo com a lista oficial do IBAMA.

Subarbusto ramoso muito cultivado nos jardins em todo o mundo devido as suas folhas fortemente aromáticas. Atinge até um metro de altura, apresentando haste lenhosa, ramificada desde a base. As folhas são alternas, pecioladas, carnudas, glaucas, compostas de até 15cm de comprimento. Reproduzem exclusivamente por sementes, preferindo climas tropicais e terrenos arenosos. As partes utilizadas são as folhas e raízes, estas se não forem consumidas frescas, devem ser secas na sombra e em local ventilado, armazenadas em recipientes de vidro bem tampados, sacos de papel e de pano.

É conhecida há vários séculos pelos índios tupis-guaranis, que a chamam de “yaboran-di” ou “planta que faz babar”. Leva este nome, pois tem como princípio ativo a “pilocarpina”, substância que atua nas glândulas salivares e sudoríferas. Seu uso aumenta a secreção salivar, a sudorese em todo o corpo com uma maior eliminação de uréia que o suor normal, ativa as glândulas lacrimais e aumenta o peristaltismo intestinal. Seu uso medicinal é bastante difundido na promoção do crescimento capilar e como sudorífero.

Tem grandes propriedades medicinais atuando como antiglaucoma, antiinflamatória, deprimente cardíaca, diaforética, diurética, emético, expectorante, febrífugo, promotor de salivação e suor, sialogoga, sudorífico. Indicadas em caso de edema e retenção hídrica.

Não há relatos de contra-indicações mesmo com o dobro da dose recomendada e o uso prolongado, apenas de hipersensibilidade, onde se recomenda imediata suspensão do uso.

Encontra-se atualmente em condições de perigo as ações do homem devido a grande utilidade nos laboratórios das indústrias farmacêuticas.


CURIOSIDADES

  • Uma crença popular de raiz africana, remontando aos tempos coloniais, dita que os homens usem um pequeno galho de folhas por cima de uma orelha ou que um galho das mesmas seja mantida no ambiente, para espantar maus espíritos.
  • Desde a antiga Grécia, era usada para afastar doenças contagiosas. Os escravos africanos usavam-na contra mau-olhado. A igreja, no início da era cristã, fazia raminhos de arruda para espargir água-benta nos fiéis.
  • Na antiga Roma a arruda (ou alguma das espécies do gênero Ruta) era usada como tempero para carnes.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Conheça um pouco do Jardim

Orquidário

Bromeliário

Estufa

Praça do Lago

Riachinho

Entrada do Jardim


quarta-feira, 1 de junho de 2011

GATO-DO-MATO

Leopardus tigrinus




Seu nome científico é Leopardus tigrinus, em inglês se chama oncila, ele também é conhecido por gato-do-mato-pintado, gato-selvagem e gato-tigre, onde faz parte da família Felidae. Vive da Costa Rica à Argentina, mas é na América Central e América do Sul a sua origem. Apresenta em sua história natural como sendo um animal solitário e noturno, que se alimenta de ratos, pássaros e insetos. O seu peso varia entre 1,5 e 3 kg com o comprimento total entre 60 e 85 cm. Sua gestação dura de 73 a 78 dias, nascendo de 1 a 3 filhotes que abrem os olhos após o 17º dia e passam a comer sólidos após 55 dias de nascidos. O seu ambiente natural é o Cerrado, Caatinga e Pantanal, mas principalmente as florestas Tropicais e Subtropicais, como matas de galeria. Utiliza troncos de árvores caídas como abrigo e a principal ameaça de sua espécie é a comercialização de peles e a destruição das florestas. Esta espécie é encontrada no Ceará e está na lista oficial do IBAMA como ameaçado de extinção.

Preserve a natureza! Divulgue esta notícia e ajude a conscientizar as pessoas!


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Gonçalo-Alves




Nome científico: Astronium fraxinifolium Schott.
Nome popular: “Gonçalo-Alves”
Família: Anacardiaceae

É originária das regiões de Minas Gerais, Goiás, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Mato Grosso, Maranhão, Piauí, sob a categoria de vulnerável está referenciado na Portaria Nº 37-N, de 3 de abril de 1.992, na qual o IBAMA torna pública a Lista Oficial de Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção.

Uma das espécies mais procuradas para o uso em madeireiras, muito utilizada na fabricação de armas, pisos, móveis e inúmeros outros usos, por esse motivo tem sido alvo de desmatamentos indiscriminados o que reduziu expressivamente a sua cobertura florestal no território cearense. A redução dessa espécie também tem como conseqüência o desequilíbrio da fauna que depende desse vegetal para sobreviver, reduz o microclima da região e atua negativamente no efeito estufa.

Devido a sua grande importância e a existência natural dessa espécie no município, serão plantadas mudas de Gonçalo-Alves no nosso Jardim Botânico a fim de garantir a sua existência e contribuir para a sua proteção.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Festa Anual das Árvores em São Gonçalo


Dentre a programação teve destaque uma visita com palestras para vários alunos no Jardim Botânico, onde contamos com o apoio da TermoCeará. Tivemos também Palestras sobre a Biodiversidade para os alunos da E.E.F.M Edite Alcântara no Pecém, palestras sobre resíduos sólidos para os alunos da E.E.F. Maria do Socorro Gouveia, na sede do município e na E.E.F Ester Pontes Barroso no Serrote, onde, além de alunos, professores e funcionários da escola, contamos ainda com a presença de representantes de várias instituições, tais como PROJOVEM e ONG Projeto Afiliado de Serrote.
Nestas duas últimas escolas além de palestras foi realizado o plantio de várias mudas a fim de levar as crianças e jovens a tomarem parte no processo de melhorias da qualidade ambiental no nosso município.

Prévia antes do plantio


Plantio de mudas na Lagoa da Prejubaca

Plantio de mudas na Lagoa da Prejubaca


Palestra sobre resíduos sólidos no Serrote

terça-feira, 22 de março de 2011

Bromélias

Exemplares de bromélias existentes no Jardim Botânico